SOFT SKILLS DO GP

INTRODUÇÃO

Dando prosseguimento ao assunto de Soft Skills apresentado no artigo SOFT SKILLS, VOCÊ TEM?, fazendo a leitura do livro “Aprimorando Competências de Gerente de Projetos – Vol. 2: O Sucesso no Desempenho Pessoal”, que elenca alguns pontos sobre os Soft Skills do gerente de projetos, trago aqui alguns pontos importantes.

 

COMPETÊNCIAS PESSOAIS = SER

Segundo os autores o ser humano pode ser representado por três pilares que são SABER, FAZER e SER.

O SABER

É o conhecimento que o ser humano adquire durante a vida pelas experiências por qual passa, por treinamentos, etc. Ou seja, os conhecimentos técnicos e ferramentas de GP.

O FAZER

É efetivamente executar, agir, com base no conhecimento que tem. A experiência efetivamente irá colocar o SABER à prova. Simplesmente SABER não é garantia de que se possa FAZER. Ou seja, as competências de atuação do GP

O SER

Ajuda nos relacionamentos entre os seres humanos, ou seja, as competências pessoais do GP.

Os projetos são criados para atender as expectativas do ser humano, quer seja empresarial, social ou pessoal. E em todos os aspectos do projeto seres humanos estão envolvidos. Desta forma, a um gerente de projetos não basta SABER e FAZER, se não souber SER, já que o relacionamento pessoal é primordial.
Segundo o PMI Pulse of The Profession de 2013, dentre as doze habilidades ou competências citadas pelas empresas nove delas são aspectos comportamentais. Duas relacionadas a conhecimento e só uma relacionada à tecnologia.

COMPETÊNCIAS PESSOAIS DO GERENTE DE PROJETOS

O GP prioritariamente deve ter a consciência que gerenciar um projeto é gerenciar relacionamentos, quer seja com a equipe ou com os demais stakeholders, que direta ou indiretamente podem influenciar o andamento do projeto.
É importante levar em consideração que cada um destes stakeholders reage/pode reagir de uma forma diferente aos eventos e pode requerer estratégias diferenciadas de gerenciamento, conforme bem traz o Guia PMBOK.
Não é possível definir um modelo completo e definitivo para um GP, mas existem duas condições que devem ser cumpridas.

  1. Atender a um conjunto de padrões de competências comuns.
  2. Aprimorar-se continuamente.

O conjunto das competências e capacidades pessoais são influenciados pela natureza do trabalho a ser realizado e do relacionamento com os stakeholders para realizar o trabalho.
As competências chave e suas unidades de competência são:

  • Trabalho em equipe: O GP deve entender que existe na equipe uma diversidade de personalidades e fazer com que todos tenham a visão comum e o comprometimento com o projeto. Deve também apoiar os membros da equipe na sua evolução, apoiando-os na melhoria das suas competências.
    • Desenvolve equipes
    • Desenvolve pessoas
    • Promove integração
    • Desenvolve projeções
    • Desenvolve alternativas
    • Desenvolve soluções
    • Desenvolve estratégias
    • Executa estratégias
    • Gera produtividade
    • Conquista resultados
  • Gestão de conflitos: O GP atua de forma a manter os conflitos no nível das circunstâncias e das ideias, sem que atinja o nível das pessoas. Foca no aprendizado e melhoria de desempenho nas situações de falhas pessoais ou coletivas.
    • Promove harmonia
    • Enfrenta situações
    • Resolve divergências
    • Promove decisões
  • Liderança: A liderança do GP tem relação com o projeto em sí, que é temporário e faz com que as partes interessadas se engajem em atingir os propósitos do projeto.
    • Cultiva relacionamentos
    • Inspira visões
    • Inspira entusiasmo
    • Promove mudanças
    • Age com proatividade
    • Foca em resultados
    • Supera imprevistos
  • Comunicação: É a base para o relacionamento e para influenciar as partes interessadas.
    • Conquista pessoas
    • Comunica com eficácia
    • Interage com efetividade
    • Conquista apoio
  • Profissionalismo: É a competência primária de qualquer profissão, representada pela ética.
    • Cultiva a ética
    • Inspira comprometimento
    • Integra diversidades
    • Supera adversidades
  • Autogestão: É conseguir atuar de forma emocionalmente inteligente para lidar no relacionamento com as partes interessadas.
    • Domina o sentimento
    • Constrói atitude
    • Usa a intuição
    • Promove a sinergia
    • Cultiva a resiliência

É importante aplicar/aprimorar as unidades de competência descritas de forma integrada, sinérgica, já que conhece-las individualmente não é suficiente para ser um GP competente. É preciso incorpora-las para que ajamos de forma natural.

Sabemos que o dia a dia do GP não é fácil. Gerenciar as expectativas, os riscos, os relacionamentos, as mudanças, pressões, causa estresse e desgaste. A capacidade que permite o GP resistir à isto é a resiliência. Cultivar a ser resiliência faz com que o GP atravesse estes momentos com mais serenidade.

Outro ponto importante é que não basta somente ser inteligente. A inteligência ajuda a raciocinar, planejar, resolver problemas, compreender ideias e linguagem e aprender.

Mas o que realmente faz a diferença é a personalidade. Esta inclui as características pessoais do GP e a forma como ele se relaciona com sua equipe e com as demais partes interessadas.

Lélio Varella, o autor, define: “A inteligência é uma propriedade altamente desenvolvida na espécie humana, mas não é a sua “inteligência” que o diferencia dos seus semelhantes, ou de outros animais. O que diferencia e individualiza um ser humano é a forma como sua personalidade usa a sua inteligência”

O GP desenvolve as competências que permite colocar a personalidade no comando e a inteligência a serviço dela.

O livro detalha todos estes pontos e traz muito mais informações. Vale à pena ler.

 

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Paulo Hakme, PMP®

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